South Summit Brazil 2026 em Porto Alegre : Instituto Caldeira lidera projeto de distrito de inovação na capital gaúcha

South Summit Brazil 2026 em Porto Alegre : Instituto Caldeira lidera projeto de distrito de inovação na capital gaúcha South Summit Brazil 2026 em Porto Alegre : Instituto Caldeira lidera projeto de distrito de inovação na capital gaúcha

South Summit Brazil 2026 em Porto Alegre : Instituto Caldeira lidera projeto de distrito de inovação na capital gaúcha

O Instituto Caldeira chega ao seu quinto ano de operação em um momento em que Porto Alegre volta a concentrar as atenções do ecossistema de inovação com a realização do South Summit Brazil 2026. Criado com a proposta de conectar empresas, startups, investidores, academia e setor público, o hub instalado no Quarto Distrito da capital gaúcha se consolidou como um dos principais pontos de articulação da nova economia no país.

Cinco anos após a criação, o Instituto Caldeira participa do South Summit Brazil 2026 em Porto Alegre com mais de 560 organizações conectadas, 132 empresas instaladas em escritórios permanentes e uma agenda que já soma mais de 1.300 atividades realizadas. O hub também registra mais de 371 mil visitas e cerca de 80 mil visitantes únicos desde o início das operações.

Ao longo desse período, a instituição passou a desempenhar um papel relevante na consolidação do ecossistema de inovação do Rio Grande do Sul, atuando como plataforma de conexão entre empreendedores, grandes empresas e centros de conhecimento. “Quando o Caldeira foi criado, a ideia era construir um ambiente de colaboração capaz de conectar empresas, empreendedores, universidades e investidores”, comenta Pedro Valério, Diretor Executivo do hub. “Cinco anos depois, vemos que esse modelo ajudou a fortalecer o ecossistema de inovação do Rio Grande do Sul e a ampliar o diálogo com outros polos do país.”

Cinco anos em números

Em cinco anos de operação, o Instituto Caldeira consolidou uma estrutura que reúne empresas, startups, universidades, centros de pesquisa e parceiros institucionais em torno do desenvolvimento da nova economia. Hoje, mais de 560 organizações estão conectadas ao ecossistema do hub, representando 16 diferentes segmentos de negócios.

O crescimento da estrutura física do Caldeira também acompanha a expansão da comunidade. Com a ocupação do prédio das antigas Fábricas Guahyba, o Caldeira iniciou uma nova etapa de ampliação de sua presença no território, adicionando novos espaços para empresas residentes, além de prever a instalação de laboratórios de pesquisa e desenvolvimento, áreas educacionais e ambientes de convivência. O complexo passa a somar 55 mil metros quadrados de área.

A expansão inclui uma nova área de aproximadamente 2 mil metros quadrados, inicialmente ocupada por 14 empresas residentes, além de espaços voltados a reuniões, convivência e programação cultural aberta ao público. A iniciativa faz parte de um projeto mais amplo de transformação do entorno do hub em um Distrito de Inovação, conectando empresas, universidades, poder público e a comunidade local.

Além da presença local, o Instituto Caldeira também ampliou sua rede de conexões institucionais: nos últimos quatro anos, o hub estabeleceu 20 parcerias internacionais em oito países e mantém 48 parceiros estratégicos no Brasil.

Impacto no ecossistema

Ao longo dos últimos anos, o Instituto Caldeira passou a desempenhar um papel central na articulação do ecossistema de inovação do Rio Grande do Sul: o hub atua como uma plataforma de conexão que estimula a geração de negócios, a troca de conhecimento e o desenvolvimento de novas soluções tecnológicas.

Esse modelo de colaboração tem contribuído para ampliar a visibilidade de Porto Alegre no cenário nacional da inovação e para atrair iniciativas, eventos e programas voltados à nova economia. A atuação do Caldeira também fortalece a integração entre diferentes agentes do ecossistema, aproximando o setor produtivo de empreendedores e da academia em projetos de inovação aplicada.

“A diversidade da comunidade é um dos grandes diferenciais do Caldeira”, diz Carolina Cavalheiro, Diretora de Negócios e Gestão de Comunidade do instituto. “Temos startups, grandes empresas, universidades, centros de pesquisa e investidores convivendo diariamente no mesmo espaço. Essa proximidade acelera trocas de conhecimento e abre oportunidades de colaboração que dificilmente aconteceriam de forma isolada.”

Um dos pilares da atuação do Caldeira é a esteira de desenvolvimento de startups, estruturada em programas que acompanham os empreendedores desde a fase inicial da ideia até a conexão com investidores e grandes empresas. Desde 2022, 432 startups já passaram pelos programas de aceleração do Instituto Caldeira, sendo 142 apenas em 2025. As empresas participantes reportam crescimento médio de 42,5% após a participação nos programas, que têm avaliação média de 9,5 entre os empreendedores.

“Já vimos empresas que começaram pequenas dentro do hub ganharem escala, ao mesmo tempo em que grandes companhias passaram a se aproximar de startups para desenvolver soluções”, conta Carolina. “Esse movimento ajuda a consolidar um ambiente de inovação mais dinâmico no Estado.”

Formação de talentos para a nova economia

Além de atuar no desenvolvimento de startups e na articulação do ecossistema de inovação, o Instituto Caldeira também tem investido na formação de profissionais para a nova economia por meio do Campus Caldeira, iniciativa voltada à educação, qualificação e inclusão produtiva de jovens.

O principal programa dessa frente é o Geração Caldeira, que oferece capacitação gratuita em habilidades ligadas à tecnologia, inovação e empreendedorismo para estudantes de escolas públicas. A iniciativa combina formação técnica, desenvolvimento de competências comportamentais e conexão direta com empresas da comunidade do hub.

Desde o lançamento do programa, mais de 100 mil jovens de todo o país já foram impactados pelas etapas de formação online, ampliando o acesso a conteúdos relacionados à economia digital. Na etapa presencial, os participantes passam por uma jornada intensiva de capacitação dentro do próprio hub, em contato com empresas, empreendedores e profissionais do setor.

Como resultado desse processo, mais de 450 jovens já foram contratados por empresas da comunidade Caldeira desde 2022, reforçando o papel do hub na aproximação entre educação e mercado de trabalho. A iniciativa busca ampliar as oportunidades de acesso à nova economia e contribuir para a formação de talentos alinhados às demandas do setor tecnológico e de inovação. A edição de 2026 foi lançada no dia 12 de março, e projeta impactar 200 mil jovens na etapa online.

“Ao reunir jovens de diferentes contextos e regiões do Brasil, o Geração Caldeira cumpre seu papel de democratizar o acesso à nova economia para jovens de todo Brasil”, diz Felipe Amaral, Diretor do Campus Caldeira. “Seguimos comprometidos com a formação de talentos e com a construção de pontes reais entre educação, tecnologia e mercado de trabalho.”

Inovação e reconstrução após as enchentes

O desenvolvimento do Instituto Caldeira também se entrelaça com um momento recente de grande desafio para o Rio Grande do Sul. Em 2024, as enchentes que atingiram Porto Alegre afetaram diretamente a sede do hub, localizada em uma das regiões mais impactadas da cidade. A água chegou a quase dois metros de altura dentro do prédio, provocando perdas estimadas em R$ 30 milhões em infraestrutura, móveis e equipamentos.

Mesmo diante do cenário adverso, o Instituto Caldeira retomou suas atividades após 28 dias de fechamento, mobilizando sua comunidade para apoiar iniciativas de reconstrução e retomada econômica. Ao longo do ano da enchente, o hub ainda registrou mais de 241 mil visitas, sinalizando a continuidade das atividades e o engajamento da comunidade.

A própria criação do Caldeira já está associada a um processo mais amplo de transformação urbana. Desde o início das operações, o hub investiu aproximadamente R$ 20,6 milhões na reabilitação da antiga estrutura industrial que abriga o instituto. A presença do hub também contribuiu para a revitalização do entorno no bairro Navegantes e no Quarto Distrito. Melhorias em infraestrutura urbana, iluminação, monitoramento e a ocupação do território por empresas e profissionais ajudaram a estimular a abertura de novos serviços, como restaurantes, cafés e estacionamentos, além de contribuir para a redução das taxas de criminalidade na região.

Durante a realização do South Summit 2026, o Instituto Caldeira anunciou também o NOC Caldeira (Network Operations Center), um centro de monitoramento e inteligência territorial voltado ao acompanhamento de dados urbanos e climáticos do 4º Distrito. A iniciativa integra sensores instalados no território, dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e bases públicas de informação para gerar indicadores e apoiar decisões baseadas em dados sobre clima, mobilidade e infraestrutura urbana. A proposta é posicionar o 4º Distrito como um ambiente conectado, capaz de integrar dados ambientais, urbanos e operacionais para apoiar decisões públicas e privadas.

Visão de futuro

Ao completar cinco anos de operação, o Instituto Caldeira projeta uma nova fase de expansão de suas atividades e de fortalecimento do ecossistema de inovação de Porto Alegre. A estratégia inclui a ampliação da infraestrutura física do hub, a atração de novas empresas e startups e o aprofundamento das conexões com instituições nacionais e internacionais.

A consolidação do projeto de Distrito de Inovação no Quarto Distrito é um dos eixos centrais dessa agenda. A proposta é integrar empresas, universidades, centros de pesquisa, investidores e poder público em um ambiente que combine desenvolvimento econômico, regeneração urbana e produção de conhecimento.

Ao mesmo tempo, o hub busca ampliar sua presença global por meio de novas parcerias internacionais, programas de intercâmbio e iniciativas que aproximem startups brasileiras de mercados externos. A participação em eventos como o South Summit Brasil reforça essa estratégia ao posicionar Porto Alegre como ponto de encontro entre empreendedores, investidores e lideranças. “Queremos ampliar essa rede de conexões e posicionar Porto Alegre de forma mais consistente no circuito internacional da inovação”, destaca Pedro Valério. “Queremos que empresas, talentos e investidores vejam a cidade como um ambiente competitivo para desenvolver negócios ligados à nova economia.”

South Summit Brazil em Porto Alegre

Ponto de encontro global para conexões de negócios entre fundos de investimento, empresas e startups, o South Summit Brazil foi trazido ao país pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul e já realizou quatro edições de sucesso em Porto Alegre desde 2022. Criado em Madrid há 14 anos, o evento movimentou mais de US$ 17 bilhões em investimentos captados por startups por meio da Startup Competition. Em 2025, entre os dias 9 e 11 de abril, a edição brasileira reuniu 23 mil participantes de 62 países, incluindo 900 investidores e 140 fundos, com mais de US$ 215 bilhões sob gestão. O encontro também recebeu mais de 3 mil startups e 800 speakers.