. Programação Digital . O monólogo “Selvagem”, que traz a atriz Gabriela Rosas no interpretando obstetra que, em sua jornada de autodescoberta, deixa o Brasil para uma missão dos Médicos Sem Fronteiras, está de volta para a sua segunda temporada, de 3 a 25 de outubro, com sessões sextas-feiras e sábados, às 20h e domingos, às 19h, na Casa de Cultura Laura Alvim ( Av. Vieira Souto, 176, Ipanema ), Rio de Janeiro / RJ. Ingressos: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada) no Eleventickets.
Monólogo “Selvagem”
Com texto de Marília Passos e direção de Fernando Philbert, a atriz Gabriela Rosas dá vida a Mariana, uma obstetra desencantada com seu casamento e a vida que leva no Brasil. Em uma jornada de autoconhecimento e transformação pessoal, ela se voluntaria para uma missão dos Médicos Sem Fronteiras no Sudão do Sul, um país devastado pela guerra civil, onde vive experiências profundas e corajosas.
Inspirado no romance homônimo de Marília Passos, finalista do Prêmio Jabuti 2023, o espetáculo constrói uma narrativa intensa e poética sobre a nova rotina de Mariana em um ambiente violento, hostil e imprevisível. Ao mesmo tempo em que precisa lidar com tantos e novos desafios, a médica vive uma paixão arrebatadora por Nino, um médico brilhante e enigmático que lhe apresenta uma nova forma de enxergar o mundo e a si mesma. A trama também propõe discussões sobre as violências e limites vividos pelo corpo feminino e as complexidades da maternidade.
“A ideia nasceu do desejo de contar uma história de amor ambientada em um lugar extremo. O Sudão do Sul surgiu justamente por reunir tragédia e força, violência e encantamento. Mas, ao longo da escrita, percebi que essa era, acima de tudo, a história de uma mulher que encontra coragem para romper com uma vida infeliz e descobre que a transformação que procura não está no outro, mas dentro de si”, descreve a autora Marília Passos. “A adaptação do livro para a peça foi muito rica. Novas camadas e leituras surgiram ao longo desse percurso. A criação nunca termina”, completa.
Ao longo da peça, somos convidados a testemunhar a fragilidade que se transforma em força, o amor que exige renúncias e as incertezas que, paradoxalmente, trazem novas alegrias. O formato de monólogo amplifica a vulnerabilidade e a intimidade da personagem, criando uma conexão profunda entre a atriz e o público, que compartilha de perto suas reflexões e emoções íntimas.
“O que mais me emociona ao interpretar Mariana é acompanhar a coragem dela de sair de uma vida estável e se lançar ao desconhecido em busca de se sentir viva novamente. Ao enfrentar situações extremas, inclusive no amor, ela encontra força para seguir em frente e transformar a própria história. Queremos que público seja atravessado por essa trajetória e saia do espetáculo refletindo sobre seus medos, desejos e sobre a coragem necessária para mudar a própria vida”, destaca a atriz Gabriela Rosas.
O diretor Fernando Philbert reforça que, ao abordar diferentes camadas da experiência feminina, o espetáculo abre espaço para múltiplas leituras e reflexões. “O foco da peça não é a guerra nem a violência em si, mas a transformação dessa mulher. O que nos interessava era acompanhar essa virada de chave, a descoberta de uma nova forma de viver e de amar. Ao mesmo tempo, o espetáculo aborda questões femininas muito importantes, como a maternidade, a sobrecarga mental e as pequenas violências cotidianas”, reflete.
Mariana, uma obstetra brasileira marcada por inquietações pessoais e profissionais, decide abandonar a vida que conhece para atuar em uma missão humanitária no Sudão do Sul, país devastado pela guerra civil. Longe de suas referências e confrontada pela violência, ela mergulha em uma realidade extrema que desafia suas certezas e transforma profundamente sua maneira de existir.
Fonte : Rachel Almeida | Racca Comunicação