Espetáculo “Poemas” que reflete sobre as dualidades da vida e a poesia presente no cotidiano faz temporada no Teatro Fashion Mall no Rio de Janeiro
. Programação Digital . Teatro no Rio de Janeiro . O espetáculo “Poemas” que reflete sobre as dualidades da vida e a poesia presente no cotidiano, com os atores André Torquato e Marcos Pitombo, faz temporada de 12 de junho a 26 de julho de 2026 no Teatro Fashion Mall ( Estrada da Gávea, 899 – São Conrado ), no Rio de Janeiro. A peça de teatro tem direção de Duda Maia e texto inédito de Gabriel Chalita. Ingressos: sympla.com.br.
Dias e horários: sessões em dias e horários variados devido à Copa do Mundo
- Dia 12/06 (sexta-feira), às 20h30. Dia 20/06 (sábado), às 18h e 20h30. Dia 21/06 (domingo), às 17h.
- Dias 03, 04, 10, 11, 17, 18 e 25/07 (sexta e sábado), às 20h30. Dia 26/07, às 17h.
- Ingressos: Plateia,de R$ 60 a R$120. Plateia Superior, de R$ 25 a R$ 50.
Espetáculo “Poemas”
Novo texto teatral de Gabriel Chalita, “Poemas”, dirigido por Duda Maia e estrelado por André Torquato e Marcos Pitombo, o espetáculo acompanha o encontro entre dois personagens que tentam escrever um poema enquanto atravessam lembranças da
infância, medos, afetos e perguntas sobre o futuro. Com humor, delicadeza e uma atmosfera leve e imaginativa, a peça fala sobre solidão, memória, ansiedade e esperança — e sobre a necessidade de encontrar beleza mesmo em tempos difíceis.
A montagem explora a dualidade da vida e da morte. Da memória que nos molda e, às vezes, nos paralisa, mas que outras vezes nos acalenta. Trata ainda da esperança e da falta dela; do medo, da ansiedade, da dor e da depressão, contrapostos ao amor, ao prazer, às alegrias e à ação necessária para movimentar as situações do dia a dia e mudar o mundo.
“A peça tem uma construção teatral, mas com um espectro filosófico, ligado ao cotidiano. É um espetáculo com beleza, mas que também nos ajuda a refletir sobre o que é viver e o que é existir. O que é um poema e o que são os lados poema e prosa da vida. O ser humano tem dois lados, um animal e um simbólico. O espetáculo explora tanto essa dimensão da animalidade humana, com sua cotidianidade, suas dores, e essa elevação, a permanência. E, esse vento que venta a vida”, descreve o autor Gabriel Chalita.
Para o ator Marcos Pitombo, o espetáculo brinca com as palavras e reflete sobre a construção poética. “O texto tem uma sequência, um objetivo, que é construir um poema que pretende salvar o mundo. E que mundo é esse? Será que fala do mundo físico, de todo
mundo, do mundo à minha volta, ou do meu mundo particular, o nosso mundo de dentro?
A gente fala um pouco sobre o que nos inspira, sobre nossas dores e sobre o que nos move. Então, através de sensações e palavras, a gente vai guiando um norte para chegar nesse poema”, comenta.
O ator André Torquato acrescenta que o interessante da peça é não oferecer explicações. “Em vez de buscar respostas prontas, o espetáculo cria um espaço de escuta, de silêncio, de vento, onde o que parece escuro pode, de repente, acender pequenas luzes. São dois personagens tentando escrever o poema que falta, mas talvez o que mais interessa não seja o poema em si, mas esse processo de busca. Às vezes é no mistério que a gente se salva”, reflete o ator.
A encenação de Duda Maia é pautada nessa dualidade entre palavra e corpo. “Eu acho que é o casamento de duas linguagens muito fortes: a forma de escrever do Chalita junto com a minha assinatura física. Estamos procurando essa dualidade o tempo inteiro, nas palavras, nos corpos, na trilha sonora, no cenário, no figurino e na iluminação. É essencial que o coletivo tenha força, para que o espetáculo aconteça”, revela a diretora. “É um convite para poetizar dois mundos. O de dentro e o de fora. O eu comigo. E o eu com o outro. Há tantas feridas a serem costuradas. Há tantos amanheceres a serem celebrados. Na alma. No corpo. O encontro com Duda Maia para mim é um presente. Um construir coletivo de linguagens que se casam para emocionar, para fazer pensar”, convida Gabriel Chalita.
Fonte : Rachel Almeida | Racca Comunicação
