Monólogo “O Profeta Louco”, com Juliano Passini, em curtíssima temporada no Teatro Renascença em Porto Alegre

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Monólogo “O Profeta Louco”, com Juliano Passini, em curtíssima temporada no Teatro Renascença em Porto Alegre

. Programação Digital . O monólogo “O Profeta Louco”, com o ator Juliano Passini, terá sessões dias 07, 08, 09, 14, 15 e 16 de agosto de 2026 ( sextas e sábados às 20h, e domingos às 18h ), no Teatro Renascença (Avenida Érico Veríssimo, 307), em Porto Alegre / RS. O texto do premiado dramaturgo e roteirista espanhol Paco Bernal, que traz reflexões profundas sobre fé, ironia, humanidade e saúde mental, ganhou adaptação e direção da premiada atriz e diretora Suzi Martinez. Os ingressos têm valores a partir de R$ 30,00 (meia entrada) e já estão à venda na plataforma Sympla.

“Assisti a esse espetáculo na Espanha, em 2013. O diretor e autor da obra, Paco Bernal, me convidou para a apresentação e, naquele instante, tive certeza de que queria montar esse texto. Ele é extremamente rico e necessário para o momento caótico que estamos vivendo, marcado pela inversão de valores, pelo excesso do mundo virtual e pela procrastinação. É uma obra visceral, verdadeira, que transforma tanto quem faz quanto quem assiste”, afirma Suzi. No palco, o ator Juliano Passini dá vida a um personagem que transita entre duas identidades: Jesus e Manuel, um homem em profundo sofrimento psíquico. A narrativa acompanha um Jesus que, enquanto aguarda o fim do expediente em uma capela de mosteiro, revela um lado profundamente humano. Nos momentos de descanso, compartilha suas dores, fala da relação com seus pais, do amor por Madalena e das fragilidades que o aproximam de qualquer pessoa.

Para o ator, o monólogo tem o poder de provocar não apenas reflexões, mas verdadeiras transformações. “O texto me atravessa e me modifica a cada ensaio e a cada apresentação. É impressionante a força que ele tem para me transformar. E eu, como instrumento dessa história, consigo transmitir essa mudança às pessoas e tocar o público. Embora seja um drama intenso, com pitadas de humor, percebo que essa experiência atravessa primeiro a mim e depois alcança quem está na plateia. Isso fica evidente quando as pessoas vêm conversar comigo depois do espetáculo e compartilham o quanto foram impactadas. É muito potente viver isso”, afirma Passini.

A montagem combina máscaras teatrais, pesquisa corporal e uma narrativa intensa para criar um espaço cênico que transita entre uma capela e uma sala psiquiátrica, reforçando a dualidade presente na dramaturgia. “É um texto profundamente humanista. Ele retira uma figura que costuma ser vista como uma instituição e a coloca no mesmo lugar que todos nós, revelando sua humanidade. Acho que é isso que faz com que muitas pessoas assistam ao espetáculo uma, duas ou até mais vezes”, conclui Suzi.

Fonte : Adriano Cescani | C² Comunica