Vera Fischer, Larissa Maciel e Mouhamed Harfouch apresentam “Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito” no Teatro Sesc Palladium em Belo Horizonte

Larissa Maciel - Mouhamed Harfouch - Vera Fischer - Programação Digital
Larissa Maciel – Mouhamed Harfouch – Vera Fischer – Programação Digital – Foto : Carlos Costa

Programação Digital

Vera Fischer, Larissa Maciel e Mouhamed Harfouch apresentam comédia “Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito” no Teatro Sesc Palladium em Belo Horizonte / MG

A atriz Vera Fischer que completa 45 anos de atuação e os atores Larissa Maciel e Mouhamed Harfouch apresentam nos dias 22, 23 e 24 de julho de 2022, a comédia “Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito”, no Teatro Sesc Palladium ( Rua Rio de Janeiro, 1046 – Centro ), em Belo Horizonte / MG. As sessões são sexta e sábado, às 21h e no domingo, às 19h. Ingressos a partir de 75 reais na bilheteria do teatro.

Comédia “Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito”

Vera Fischer celebra 45 anos de carreira com retorno aos palcos após quatro anos longe do teatro. E de presente ganha texto inédito de Eduardo Bakr e direção do premiado Tadeu Aguiar, na comédia “Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito”. A atriz é dona Dulce Carmona, uma septuagenária que recebe a notícia de que seu único filho, Lauro (Mouhamed Harfouch), vai se casar com uma mulher que ela não conhece (Larissa Maciel). A partir daí, a comédia mostra a luta de uma mãe obcecada para dar ao filho um futuro digno de sua “classe social”. A aristocrática Dona Dulce Carmona entra numa guerra com a noiva do filho para manter a imagem da família.

Com recém completados 70 anos, Vera Fischer diz que ama fazer teatro e trabalhar: “Minha vida não faz sentido sem trabalho. Eu preciso do trabalho. Sou independente. Quero trabalhar até meus 100 anos, quero fazer uma festa maior e melhor do que a dos meus 50! É isso! Eu sou daquele tipo de pessoa que todos os dias comemora a vida!”.

O autor Eduardo Bakr conta que na peça ele coloca uma lente de aumento sobre sentimentos e sensações de cada um dos personagens. “Destaco no texto o exagero sobre os pensamentos, desejos e motivações”, conta. O diretor Tadeu Aguiar completa 42 anos de carreira encenando uma comédia ácida. “Além do amor materno, há outros amores permeando a peça: o amor do filho pela mãe, do homem pela mulher, da mulher pelo homem, e, até, pelos filhos que poderão vir. ‘Quando Eu For Mãe Quero Amar Desse Jeito’ mostra um pouco desse amor atávico, mais forte do que a gente”, detalha Tadeu.

Larissa Maciel, lembrada até hoje pela interpretação da cantora Maysa, diz que sua personagem vai se revelando aos poucos. “O público terá que decifrá-la. Estou trabalhando com a Vera Fischer pela primeira vez, e pela segunda com o Mouhamed. Nosso trio teve sinergia desde a primeira leitura e temos nos divertido muito no palco”, revela a atriz.

O ator Mouhamed Harfouch lembra que o espetáculo era para ter estreado em abril de 2020, mas em virtude da pandemia teve a temporada adiada por dois anos. “Passa um filme na sua cabeça. “A saudade do teatro era tanta, que quando o cenário chegou, parei e fui correndo brincar com os objetos de cena.”

O figurino de Dani Vidal e Ney Madeira busca acentuar a personalidade dos personagens, oferecendo apoio a suas transformações ao longo do espetáculo. Uma paleta que vai do tom nude ao bordô intenso, marca a trajetória de Carmona, sendo utilizada a mesma paleta em gradação inversa para Gardênia, a nora. “Desta forma, buscamos posicionar gradativamente a noiva e futura esposa de Lauro, no lugar em que encontra Carmona, inicialmente”, conta Dani Vidal. “Lauro se mantém em posição intermediária, mediando as duas intensas e queridas mulheres, marcado em tons de azul. Um contraste surpreendente será revelado na cena de casamento de Gardênia e Lauro, identificando os desejos reais das duas mulheres de sua vida”, especifica Ney Madeira.

O cenário de Natália Lana ambienta o espetáculo em uma casa aristocrática com certa decadência. “Apesar de à primeira vista termos um cenário realista, buscamos quebras e cortes que simbolizam a força da relação entre estas duas mulheres que não medem esforços para atingir seus objetivos. Optamos pela paleta de cores carregada no dourado e vermelho para enfatizar ainda mais esta força”, afirma Natália. A luz de Daniela Sanchez pretende manter a atmosfera de tensão constante. Com a luz é possível manipular quase que imperceptivelmente, através dos diferentes ângulos e recortes, as mudanças de cenas, num clima de mistério e suspense. Isso, sem perder a lado do humor ácido que a peça proporciona. A trilha sonora de Liliane Secco é toda original. “Faço uso de instrumentos virtuais, recurso que dispensa a participação de músicos ao vivo”, finaliza Secco.



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