Espetáculo ‘Saudade’ do grupo Os Geraldos em cartaz de 15 de maio a 14 de junho no Sesc Santana em São Paulo

Espetáculo 'Saudade do grupo Os Geraldos em cartaz de 15 de maio a 14 de junho no Sesc Santana em São Paulo Espetáculo 'Saudade do grupo Os Geraldos em cartaz de 15 de maio a 14 de junho no Sesc Santana em São Paulo

Espetáculo ‘Saudade’ do grupo Os Geraldos em cartaz de 15 de maio a 14 de junho no Sesc Santana em São Paulo

. Programação Digital . Peças de Teatro em São Paulo . O grupo Os Geraldos apresenta de 15 de maio a 14 de junho no Sesc Santana ( Av. Luiz Dumont Villares, 579 ), em São Paulo / SP, o espetáculo ‘Saudade’, peça inspirada livremente no conto “Pinguinho”, do jornalista e escritor maranhense Viriato Correia (1884-1967), que ressignifica a saudade como um ato de resistência e celebração.

No elenco : Alexandre Cremon, Carolina Delduque, Emme Toniolo, Everton Gennari, Gileade Batista, Guilherme Crivelaro, João Fernandes, Julia Cavalcanti, Paty Palaçon, Paula Guerreiro, Pedro Dias, Roberta Postale e Valéria Aguiar. Direção e concepção de cena, figurino e cenografia: Douglas Novais. Direção musical e preparação vocal: Everton Gennari. Dramaturgia: Julia Cavalcanti e Paula Guerreiro. Direção de texto: Douglas Novais e Paula Guerreiro.

Sessões sextas e sábados às 20h; domingos e feriados às 18h. Com exceção do dia 23/05, onde a sessão será às 21h e no dia 13/06 que não haverá sessão. Sessões extras nos dias 29/05 e 12/06, às 15h.

Entrada gratuita nos dias 15, 16 e 17/05 (Semana S) e nos dias 23 e 24/05 (Virada Cultural).

Ingressos: R$ 18 (credencial plena), R$ 30 (meia entrada) e 60 (inteira)

Espetáculo ‘Saudade’

A montagem do grupo campineiro Os Geraldos narra a história de um vilarejo onde a morte era tratada como brincadeira pelas crianças, até que um acontecimento altera de forma definitiva a maneira como elas compreendem a perda.

Inspirada no conto Pinguinho, de Viriato Correia, e em textos de Rubem Alves, a peça articula infância, morte e memória a partir de uma encenação que integra narrativa e canto coletivo. No vilarejo que se constrói em cena, a saudade surge como experiência compartilhada entre atores e público.

Com concepção e direção de Douglas Novais, direção musical de Everton Gennari e dramaturgia de Julia Cavalcanti e Paula Guerreiro, o espetáculo reúne 13 intérpretes em cena, que executam ao vivo canções tradicionais em português, espanhol, francês, italiano e latim. A música organiza a progressão das cenas e aproxima referências culturais distintas de um imaginário popular.

Criado há 18 anos em Campinas, Os Geraldos desenvolvem pesquisa em teatro popular centrada na relação direta com a plateia. O grupo já circulou por 106 cidades, em 24 estados brasileiros e 10 países.

Destrinchando a montagem

A primeira apresentação de Saudade ocorreu em língua espanhola. Ainda na etapa inicial de pesquisa, em 2024, o projeto foi selecionado na Convocatoria Iberoamericana de Residencias de Creación, do Programa Iberescena, entre mais de 200 propostas inscritas por 24 países. A partir desse convite, o grupo realizou uma residência artística na Catalunha, na Espanha, com desdobramentos na Itália, França e Inglaterra.

Segundo o diretor Douglas Novais, a experiência evidenciou a permeabilidade da narrativa: a versão apresentada em espanhol encontrou ressonância junto ao público europeu, aproximando contextos culturais distintos por meio de temas universais.

A encenação articula teatro popular e diálogo intercultural. A música ao vivo ocupa função estruturante na dramaturgia, organizando a progressão das cenas. O repertório reúne canções tradicionais em português, espanhol, francês, italiano e latim, mobilizando memórias compartilhadas e reforçando a dimensão coletiva da experiência cênica.

O cenário, também assinado por Novais, utiliza um chão de vidro que alterna reflexão e iluminação interna, modificando a percepção do espaço ao longo do espetáculo. A iluminação é de Caetano Vilela. Os figurinos, também concebidos pelo diretor, são confeccionados em algodão cru e partem de referências das infâncias dos intérpretes. A visualidade dialoga com a paleta e o olhar social presentes na obra de Cândido Portinari.

Grupo Os Geraldos

É um grupo de teatro formado por artistas, de 19 a 60 anos, que vêm de pequenas cidades do interior de São Paulo e de outros estados, trazendo consigo um olhar enraizado no Brasil profundo. Desde 2008, o grupo desenvolve um teatro popular que valoriza a relação direta com o público e combina pesquisa técnica com a vivência de quem conhece o país por dentro.

A estética do grupo desenvolve-se em três frentes principais: as Visualidades do Espetáculo, com um ateliê próprio responsável pela criação de figurinos, cenários e iluminação; a Expressividade Vocal, que investiga a palavra falada e cantada como matéria central da cena; e o Coro, entendido tanto como base estrutural da encenação quanto como um signo da ética do trabalho coletivo, de modo que a relação entre estética e ética se manifesta na cena e no processo de criação.

Fonte : Canal Aberto Assessoria de Imprensa